26 janeiro, 2026

O MERCADO É UM AMBIENTE EM DISPUTA

 DESMISTIFICANDO O MERCADO FINANCEIRO

Por Henrique Mann

O Mercado Financeiro não é uma entidade e nem pertence a um determinado grupo. Eu sou do tempo em que as compras e vendas de ações eram feitas “no grito”, daí o nome “pregão”, de “apregoar”. Qualquer pessoa poderia entrar lá, inscrever-se para a compra (comprovando o quanto tinha em dinheiro para investir) e participar do pregão. As empresas vendiam ações (cotas de participação) que, muito antigamente, chamavam-se “bonds”, daí porquê no Brasil o transporte público elétrico sobre trilhos é “bonde”... porque em 1911 a "Companhia The Rio de Janeiro Suburban Tramways Limeted" vendeu ações (bonds) para implantar o sistema de transporte no RJ. As pessoas que compravam “bonds” tornavam-se sócias da companhia na proporção da quantidade de "bonds" adquiridos. E isso não era nenhuma novidade: em 1602 a Companhia Holandesa das Índias Orientais lançou oficialmente ações na Bolsa de Amesterdã para financiar suas viagens comerciais, criando e consolidando o sistema de Capital Aberto, as Sociedades Anônimas e a secção das Cias Limitadas (LTDA).
 
"Bond": em 1911 a Companhia The Rio de Janeiro Suburban Tramways Limeted vendeu ações (bonds) para implantar o sistema de transporte no RJ. As pessoas que compravam “bonds” tornavam-se sócias da companhia na proporção da quantidade de bonds adquiridos. É por isso que no Brasil este transporte chamava-se "bonde".

A bolsa de valores brasileira (Bovespa, atual B3) passou a ser operada via internet nos anos 1990, consolidando-se com o sistema "Home Broker" em 1999. Foi ali que o pregão tradicional deu seus “últimos gritos” e foi substituído por uma tela de computador e pelo silêncio... hoje dá para comprar e vender ações até pelo telefone celular.
O Home Broker na tela do computador 
e do telefone ao mesmo tempo. 
É uma boa maneira de lidar com a situação.

Qualquer pessoa pode fazer uma conta gratuitamente em uma corretora de valores e comprar ou vender o que bem entender em ações, fundos de investimentos imobiliário (FII), Tesouro Direto... e qualquer coisa destas é melhor (muito melhor) do que aplicar em Poupança ou em CDB, quando se está disposto a correr algum risco.
E isso é importantíssimo explicar: se eu tenho, digamos, 10 mil reais e pretendo guardar este dinheiro, mas quero ter acesso rápido a ele em caso de necessidade...
se eu botar numa poupança terei um rendimento de 0,5% ao mês (50 reais), se aplicar no CDB terei 0,75% ao mês, nos dois casos serei penalizado se eu precisar retirar antes de completar-se cada ciclo de 1 mês. É porque, nos dois casos, estou "emprestando" o meu dinheiro ao banco, que vai me pagar 0,50 ou 0,75% e emprestar este mesmo capital para outros a juros extorsivos de 17%, 20%/mês e, em alguns casos, absurdos 350%/ano.
Mas, se eu comprar ações do banco, passo a ser “sócio” dele. Receberei dividendos (“dividend yeld”) + a valorização nominal e unitária das ações.
Se eu investir em FII, terei a valorização unitária de cada "ativo" + rendimento mensal sobre o Capital, que, tudo somado, costuma dar em torno de 1,2% a 1,5%, até 2% ao mês (em média).
Mas eu corro risco das ações e fundos "caírem". Ora, se eu investir em poupança ou CDB, o "Fundo Garantidor" do Banco Central também só “garante” até 250 mil reais... qualquer operação financeira envolve algum tipo de risco.
Então, numa perspectiva “conservadora”, devo aportar meu dinheiro em empresas consolidadas e de "baixo risco". As “queridinhas” do mercado brasileiro, por exemplo, são as do Banco ITAÚ, que valorizou suas ações em 55,6% nos últimos 12 meses. Mas, vejamos um exemplo oposto: quando veio o "tarifaço de Trump", as ações do Banco do Brasil caíram 16%, porque ele é o principal financiador público.
Poxa!
O investidor inexperiente entraria em desespero. Se ele tinha R$ 10 mil ficou com R$ 8,4... mas o investidor que conhece a história e sabe que o BB não pode falir, porque arrastaria consigo todo o sistema financeiro do Brasil e pelo menos uns 20% do mercado mundial (no qual os EUA também estão inseridos), não cometeria este erro!
Quem teve "sangue frio", comprou as ações quando elas caíram. Na última semana, as ações do BB subiram 14%, quem comprou R$ 10 mil quando estavam em baixa ganhou R$ 1.400... já ficou alegre, não é? Imagina, então, o sujeito que comprou 10 milhões... ganhou 1 milhão e quatrocentos mil em uma semana!
Uma aplicação de cerca R$ 1.400 - observe-se que ela detalha o preço pago pelo "ativo" ("abertura" e, no caso, é FII), o quanto paga-se pela "unidade", quanto ela valoriza (ou desvaloriza); quanto paga em rendimento... é assim que se deve agir: JAMAIS botar a totalidade do dinheiro disponível em um único "ativo"... deve-se dividir em, pelo menos, 10 "ativos" diferentes... a isto chama-se "diversificação", que é uma forma de "proteção": se um dos "ativos" cair sempre se teremos outros para compensar a queda. Uma boa Carteira de Investimentos deve ter mais de 10 "ativos"... mas há quem tenha 20, 30, 40 ou 50 e até mais... depende do perfil do investidor e de sua capacidade financeira

Só na frente da tela do computador ou do celular... fora isso, ainda vai receber os “dividendos”, que no caso do BB não são os mais altos do mercado, mas são distribuídos semestralmente aos acionistas. Pessoalmente, por lidar com pequenas e médias quantias, prefiro FIIs, do que ações. Os FIIs pagam mensalmente entre 1 e 2% do valor investido e sobem ou descem igual às ações. Nos dois casos, não há problema de liquidez ou de perdas em caso de resgate emergencial, se precisar do dinheiro rapidamente, basta abrir o Home Broker e vender as ações ou FIIs... em 24h o dinheiro está na conta pelo preço do dia da venda.
Um investidor estuda onde investir seu dinheiro através do "Home Broker".

Desmistificada esta parte “operacional”, demonstrado que está ao alcance de qualquer pessoa que tenha algum dinheirinho para economizar e que é melhor aplicar no mercado financeiro do que em Poupança ou CDB, vamos à questão política: é claro que os grandes operadores e investidores são de direita, pois são "ricos". Mas isso é da "individualidade" e da “coletividade” deles, como “classe rica”. Alguns são envolvidos com maracutaias e negociatas, outros são só de direita mesmo, por ideologia... mas o “mercado financeiro” em si, não “pensa por conta própria”... é apenas uma forma muito antiga de empresas arrecadarem dinheiro e de investidores ganharem algum dinheiro também. Isso acontece desde 1602... e antes já havia o sistema de “usura”, sendo que este se consolidou em 1397 d.C, quando os florentinos da família Médici e o "executivo" Giovanni Bicci fundaram o Banco Médici, que deu origem ao sistema financeiro moderno, para o bem e para mal, pois foi dali que surgiram os financiamentos (privados ou públicos), o acesso ao Capital, ações, sociedades abertas ou limitadas e até a Máfia.
Enfim, sempre que a gente abre uma conta num banco ou faz um saque num caixa eletrônico, usa um cartão de crédito ou débito, está usando este sistema de mais de 6 séculos.
Se os maiores investidores ou empresários, deste ou de qualquer outro setor, agem politicamente, é um problema deles. Vão agir igualmente em qualquer área da sociedade: dentro dos partidos políticos; dos meios de comunicação; dos clubes de futebol; das redes sociais ou no mercado financeiro... mas este não tem vontade própria e nem age como uma “entidade” coesa, dotada de raciocínio ou ideologia... está ao alcance de qualquer pessoa no sentido de usufruir, investir, comprar, vender... e é evidente que quem controla a "máquina" e tem mais dinheiro fará força para conduzir para suas convicções e usá-la politicamente... como fazem os donos dos meios de comunicação, das redes de lojas, das empresas em geral. Faz parte do jogo, "in saecula saeculorum".
Finalmente, é preciso compreender os acontecimentos recentes: a Bolsa de Valores do Brasil (B3) disparou, o dólar e o Euro caíram... a direita brasileira inventou uma mentira (“fakenews”) de que isto seria por um pequeno aumento percentual de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de voto.
Nada pode ser mais falso do que isso! A verdade é que ingressou no Brasil, nestas últimas duas semanas, algo entre oito a nove bilhões de dólares de investidores estrangeiros.
Ora, quando um governo de qualquer país oferece estabilidade e previsibilidade atrai investidores. E quando oferece boas taxas de juros atrai ainda mais. O Brasil é um dos países que oferece maiores taxas de juros, mas conquistou o respeito da comunidade financeira ao enfrentar o “tarifaço” de Trump. Os investidores dos EUA e da União Europeia perceberam isso e transferiram capitais para a B3. E não foi só isso... num panorama geral, o Brasil avança em acordos multilaterais, possibilidades de investimentos, abre, por exemplo, fábrica da Embraer em Portugal e atrai a EDP (maior Companhia do ramo da eletricidade portuguesa) para investir no setor eólico no Nordeste brasileiro. Enfim, o Brasil oferece, hoje, taxas de remuneração de Capital maiores e mais seguras do que Nasdaq, Dow Jones, S&P; FTSE 100, Nikkei e Euronextcom, com estabilidade e previsibilidade. Isso é tudo o que um investidor internacional quer!!!
Por outro lado, um capitalista brasileiro de grandes recursos, não estará interessado em financiamento público de moradias para a classe média, programas sociais "para pobres" e nem mesmo na indústria brasileira de alta tecnologia, porque o interesse maior dele será num condomínio para ricaços no Balneário Camboriú... onde ele poderá obter financiamentos e adesões de outros ricaços da malta dele, e isso sim representa uma distorção do “mercado financeiro”... mas não uma condição inerente ao mesmo, porque o pequeno investidor, que comprou ações da Caixa Econômica para guardar uma reservinha capaz de adquirir um carro popular dali dois anos ou dar entrada em um apartamento de dois quartos... este também faz parte do tal "mercado financeiro" e irá sofrer as consequências das variações dele decorrentes (para mais e para menos).
Então, não é o "mercado"... e sim as forças que o integram e disputam.
No caso brasileiro, todos estão ganhando agora: grandes investidores internacionais, pequenos investidores brasileiros, o Governo que consegue atrair capital para investir no país... e até os patifes que lucram milhões, apenas porque sabem lidar com o mercado... mas, politicamente, para eles é melhor criar uma “narrativa” ou “fakenews” de que a disparada da B3 deve-se ao Flávio Bolsonaro. E o que se poderia esperar de gente como o "Véio da Havan" et caterva? Não sejamos ingênuos!
O “mercado financeiro” não é um "bicho-papão"... nem uma “seita” ou uma "igreja"... está aberto a todos nós... o problema é que poucos sabem utilizá-lo, daí aquele pessoal lá da "Faria Lima" fica com a vantagem, não por inteligência deles, mas por falta de conhecimento nosso. Tem gente que prefere "apostar no Tigrinho", eu prefiro "apostar na Bolsa de Valores".
Está mais do que na hora de entendermos isso e ocuparmos este espaço!
É historicamente nosso!
Não pertence aos grandes capitalistas e sim a qualquer cidadão!
Se o “mercado ficar nervoso”, o problema é dele! Basta que eu fique calmo... e saiba usá-lo!

23 janeiro, 2026

 APESAR DAS AVALIAÇÕES PESSIMISTAS DE INIMIGOS HISTÓRICOS E RECÉM-CHEGADOS, NOVOS E SUCESSIVOS SÃO OS RECORDES DA BOLSA

Nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o mercado financeiro brasileiro registrou
NOVOS RECORDES HISTÓRICOS PARA A BOLSA DE VALORES
e uma queda no câmbio:
O Ibovespa fechou em alta de 1,86%, atingindo 178.858 pontos. 
Durante o pregão, a bolsa chegou a testar a marca histórica de 180 mil pontos.
Este foi o quarto recorde consecutivo do índice, que acumulou um avanço de 8,5% na semana.
Dólar: A moeda norte-americana fechou em queda, cotada a R$ 5,29 (dólar comercial).


O recuo acumulado na semana foi de aproximadamente 1,6%, impulsionado pelo forte fluxo de capital estrangeiro para o Brasil e pela atratividade do carry trade*.
O otimismo do mercado em 2026 é sustentado pela entrada de capital externo e pela expectativa de cortes na taxa Selic ainda no primeiro trimestre do ano.
Até o fechamento desta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o mercado financeiro brasileiro apresenta um desempenho de forte valorização para as ações e queda para a moeda norte-americana no acumulado do mês:
Ibovespa (Janeiro/2026)
O índice iniciou o ano com um rali agressivo, impulsionado pela entrada de capital estrangeiro e pela melhora nas projeções fiscais.
Variação no mês: Alta acumulada de 12,4%.
Pontuação atual: 178.858 pontos (próximo à máxima histórica de 180 mil atingida intradia).
Contexto: O otimismo é reflexo da expectativa de queda nos juros globais e do aumento na nota de crédito do Brasil por agências internacionais no início deste mês.
Dólar (Janeiro/2026)
A moeda americana vem perdendo força frente ao real devido ao elevado diferencial de juros (mesmo com a Selic em patamares menores que em 2024) e ao aumento das exportações de commodities.
Variação no mês: Queda acumulada de 4,8%.
Cotação atual: R$ 5,29 (comercial).
Contexto: O dólar iniciou janeiro próximo de R$ 5,55 e vem recuando consistentemente à medida que o fluxo cambial para a bolsa brasileira se intensificou.
Você pode conferir os gráficos detalhados e o desempenho de cada setor no Portal do Investidor da B3 ou através do monitoramento do Investing.com Brasil.
_________
* Carry trade é uma estratégia financeira onde se toma dinheiro emprestado em um país com juros baixos (moeda "financiadora") para investir em ativos de outro país com juros altos (moeda de "rendimento"), visando lucrar com a diferença entre as taxas de juros, mas carrega risco cambial, pois a valorização da moeda de financiamento pode anular o ganho. É popular no mercado de câmbio (Forex) e pode envolver alavancagem, movimentando grandes volumes de capital.


Com apoio da IA do Google

22 janeiro, 2026

EUA INAUGURAM O NEO-IMPERIALISMO TRANSACIONAL

Como um típico ditador, Donald Trump arrebentou com a ordem global conhecida e praticada há 80 anos, inaugurada após a segunda guerra mundial. Segundo a tibieza de alguns comentaristas da mídia internacional, a ação predatória do atual ocupante da Casa Branca "vem sendo marcada por uma postura transacional e unilateral autocrática".

    Foto: Freepik
Em 2026, no início de seu segundo mandato, o presidente Donald Trump intensificou drasticamente a retirada dos Estados Unidos de organismos internacionais como parte de sua política "América em Primeiro Lugar".
Em janeiro de 2026, Trump assinou uma proclamação para retirar os Estados Unidos de 66 organizações internacionais, das quais 31 são entidades da ONU. Entre as principais citadas estão: 
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC): Órgão que coordena negociações climáticas globais.
Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA): Agência de saúde sexual e reprodutiva.
ONU Mulheres: Entidade voltada para a igualdade de gênero.
Fundo da ONU para a Democracia (UNDEF): Que financiava projetos de fortalecimento democrático.
UNCTAD: Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. 
Trump alega que essas instituições operam de forma contrária aos interesses nacionais, estadunidenses, promovendo "políticas climáticas radicais" e programas ideológicos que ferem a soberania americana.
Desde sua posse em janeiro de 2025 até o início de 2026, as principais organizações e acordos vinculados à ONU que os EUA abandonaram incluem:
Organização Mundial da Saúde (OMS): Os EUA formalizaram sua saída logo no início de 2025, suspendendo transferências de fundos e apoio.
Acordo de Paris: O país se retirou novamente do tratado climático global em janeiro de 2025, com a saída efetivada em 2026.
UNESCO: Trump retirou os EUA da agência de educação e cultura em julho de 2025, alegando viés ideológico e antissionismo.
Conselho de Direitos Humanos da ONU: A retirada ocorreu em fevereiro de 2025, sob a justificativa de que o órgão é tendencioso contra Israel e falha em punir violadores de direitos humanos.
UNRWA: O financiamento à agência para refugiados palestinos foi cortado e o rompimento mantido em 2025.

Menções de Trump sobre anexar ou forçar acordos em territórios como a Groenlândia e países como o Canadá, novamente em 2026 têm gerado pânico diplomático e são descritas como táticas de "falar grosso" com os teoricamente mais fracos, o que se evidenciou na ação de guerra contra a Venezuela com bombardeios, assassinatos e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e sua mulher Cília Flores .

O Primeiro-Ministro canadense Mark Carney declarou em Davos que negociar bilateralmente com um "hegemon" como Trump não é soberania, mas "performance de soberania enquanto se aceita a subordinação".

(Atualização em 23/01/2026
Enquanto Trump brincava de “board of peace”, o Canadá resolveu falar sério.
Em Davos, o primeiro-ministro canadense fez um daqueles discursos que não pedem aplauso: impõem silêncio. Falou do colapso da ordem internacional baseada em regras, do risco de grandes potências tratarem soberania como ativo negociável e da necessidade de países médios pararem de fingir submissão estratégica.
Sem citar nomes, citou comportamentos. Sem gritar, desmontou bravatas. Disse que estabilidade não nasce de homens fortes, mas de instituições fortes. Que paz não é produto de vontade pessoal, nem de conselhos improvisados, mas de compromissos previsíveis, direito internacional e respeito mútuo.
Foi um discurso adulto num ambiente cada vez mais infantilizado.
Trump ouviu. E, como costuma acontecer quando alguém toca no nervo, reagiu não com argumento, mas com retaliação simbólica: retirou o convite do Canadá para integrar seu fantasioso “conselho global da paz”.
A sequência é didática. Primeiro vem o elogio ao ditador. Depois, a punição a quem lembra que regras existem. Não por acaso, não foi o conteúdo que irritou Trump - foi o fato de alguém ainda acreditar que política internacional não é reality show.
Davos aplaudiu. Trump cancelou. O mundo anotou.
Quando um discurso sereno provoca mais fúria do que uma ameaça, é porque acertou em cheio)
Lideranças como o Presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmam que Trump testa a segurança e prosperidade europeias.
A UE suspendeu a aprovação de acordos comerciais em resposta às ameaças de tarifas de Trump (que chegam a 200% para produtos franceses).
Sua agenda expressa em falas diárias ou em publicações em rede social nada ortodoxas nem diplomáticas recheadas de pomposo adjetivos e autoelogios visa objetivamente a desconstrução das instituições multilaterais em favor de acordos diretos de "poder contra poder".
Trump ameaça "com armas secretas" e porretes variados, retira os EUA da OMS, da Unesco, da OCDE, de quase três dezenas de fóiruns multilaterais, e como quem jamais pensou em integrar o Tribunal Penal Internacional, busca incessante esvaziar a influência da Organização das Nações Unidas e quaisquer organismos em que não sejam os EUA os que mandam.
O lançamento em Davos do "Conselho da Paz" (Board of Peace), órgão paralelo liderado por ele mesmo para "mediar conflitos globais" a começar por Gaza, em substituição ao Conselho de Segurança da ONU, organismo multilateral em que não apenas os EUA tem o direito de veto.
Trump utilizou o fórum empresarial de Davos como palco para projetar força econômica, ainda que o mundo saiba que vem definhando o padrão-dólar, num momento em que o FED é o principal comprador da própria moeda já constestada nas negociações estatégicas entre estados com a China, a Rússia, o Irã, no ambiente do BRICS ou bilateralmente entre nações.
Ainda assim, como jogador que blefa, Trump alternou entre o tom triunfalista e ameaças diretas de tarifas, defendendo um protecionismo agressivo sob o lema de que outros países "exploram" os EUA.
A mesma empáfia percorreu o discurso em relação à OTAN, que considerou uma "via de mão única" onerosa para os EUA. Reafirmou que a Rússia e a China "não têm medo" da OTAN sem a presença americana e condicionou o apoio militar à cooperação com seus interesses específicos, como no caso da Groenlândia.
Trump mantém uma retórica pública de rivalidade comercial com a China, pela qual busca travar a progressão da "Rota da Seda Polar", que encurtaria em um terço a distância entre a Ásia e a Europa , e adota diplomacia pessoal com Vladimir Putin, a quem convidou ontem para integrar o anunciado Conselho da Paz, gerando fortes críticas de aliados europeus. Putin ainda não obteve resposta sobre se os ativos russos confiscados por sanções lideradas pelos EUA e União Europeia em razão da invasão da Ucrãnia seriam liberados para pagar o bilhão doláres requerido para comprar acesso ao novo conselho da paz de Trump.
A reapresentação do projeto de anexação da Groenlândia por compra ou meio necessário para estabelecer controle sobre a ilha com fins alegados "de segurança no Ártico" esconde o interesse objetivo nos minerais raros (lastro para a moeda em queda) e outras riquezas do território que abusadamente chama de pedaço de gelo, no inconfundível estilo "quem desdenha quer comprar".
A União Europeia (UE), segundo sua dirigente Ursula von der Leyen, classifica as ameaças de tarifas como "incompatíveis" com os acordos vigentes, razão que levou à suspensão temporária de diálogos comerciais em retaliação.
O primeiro-ministro belga afirmou que a Europa não pode ser uma "escrava miserável".
O primeiro-ministro do Canadá reagiu duramente contra Trump. Seu país aparece numa montagem cartográfica divulgada por Trump como pertencente aos EUA. O ex-banqueiro que nunca havia concorrido a cargo político até abril de 2025 declarou que a relação com a China tornou-se, ironicamente, "mais previsível" do que com Washington sob Trump. E alertou que, no banquete, quem não se senta à mesa é cardápio, pregando cautela ativa contra o apetite voraz de seu aparentemente imparável e insaciável vizinho.
Trump reagiu com sua já famigerada arrogância: “Eles (o Canadá) deveriam ser gratos, mas não são. Eu vi o primeiro-ministro de vocês ontem. Ele não estava nada grato. Mas eles deveriam ser gratos a nós. O Canadá existe graças aos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações.”
A pressão de Trump por um acordo sobre a Groenlândia estremeceu as relações com todos os 31 outros paíse da OTAN e azedou definitivamente as relações dos EUA com a Groenlândia e a Dinamarca e o Canadá.
Embora Trump tenha anunciado um "esboço de acordo" com a OTAN sobre a segurança do Ártico para suspender tarifas, o governo dinamarquês e líderes locais continuam a resistir a qualquer violação de soberania.
A formulação de um "gueto" de países seguidores de Trump é visível na adesão seletiva ao seu Conselho da Paz, que atraiu figuras da ultra-direita mundial como Viktor Orbán (Hungria) e Benjamin Netanyahu (Israel), mas foi rejeitado por potências tradicionais como França, Reino Unido e Noruega, liberais que veem na iniciativa uma erosão do direito internacional.
O conselho de Paz proposto, em que Trump se reserva direito de veto e de presidir o "board" mesmo após deixar a Casa Branca não parece algo além de um clube de amigos e de negócios de ocasião.
Com certeza, Donald Trump transcende o tradicional pragmatismo comercial dos EUA, evoluindo para o que críticos chamam de neo-imperialismo transacional.
O Conselho da Paz (Board of Peace), formalizado em Davos também aparece como uma tentativa de "tomada da ordem mundial por um indivíduo", explicitado na proposição de "Poder de Veto Vitalício". Trump não só nomeou-se "Presidente Permanente" do conselho, com poder de veto sobre todas as decisões, como se qualifica como a autoridade final nas deliberações do "Board" e interpretação do explicitado em sua carta fundadora.
O conselho exige que países que decidam integrá-lo paguem US$ 1 bilhão pelo direito a um assento permanente. O grupo inicial sugerido inclui governos autocráticos ou de direita (Hungria, Arábia Saudita, Bielorrússia, Turquia e Emirados Árabes). Países como França, Reino Unido e Canadá recusaram ou impuseram condições severas, vendo o órgão como uma ameaça à soberania e ao papel da ONU.
O Itamaraty ainda não se pronunciou a respeito, mas tornou público hoje que o presidente do Brasil, convidado a integrar o conselho de Trump telefonou para o presidente da Autoridade Nacional Palestina Mahmoud Abbas e que conversaram sobre a exclusão dos palestinos e, em decorrência, do direito palestino a um estado como previsto na Partilha da Palestina imposta pela ONU em 1948
Embora não tenha formalmente proposto anexar o Qatar, a estratégia de Trump utiliza na região a vulnerabilidade de parceiros estratégicos para garantir o controle de recursos. Assim é que exerce forte pressão sobre o Irã para manter aberta a navegação pelo Estreito de Ormuz, tratando o fluxo naval de petróleo e gás como interesse direto de segurança nacional dos EUA.
Países como o Qatar e a Arábia Saudita têm pressionado Washington contra ataques militares ao Irã, temendo o fechamento do estreito, o que Trump usa como alavanca para exigir conformidade com sua agenda econômica.

19 janeiro, 2026

ROLETA GEOPOLÍTCA PRENUNCIA O INÍCIO DO FIM DO IMPÉRIO DOS EUA

 

A insistência dos EUA na anexação ou compra da Groenlândia, baseia-se em um conjunto de fatores estratégicos, econômicos e alegados interesses na segurança nacional e resulta na criação de tensões diplomáticas em várias frentes, o que  parece seguir a estratégia de "dominação da agenda". Líderes europeus alertam que a agressividade de Trump em "tomar" o território de um aliado (Dinamarca) pode levar ao fim da aliança da OTAN. Donald Trump promove e utiliza crises externas para ganhar capital político interno, de olho na conquista de maioria nas eleições parlamentares de 3 de novembro. O clima no ambienete interno marcha para a insurreição, acumulando inédita mobilização multirracial, com "cidadãos" e "imigrantes" unindo-se para obstruir ações da "polícia política" de Trump. Ontem, o Pentágono manteve 1.500 soldados em alerta após o presidente sugerir publicamente a imposição de Lei de Insurreição para conter as revoltas populares.


Atualmente, o os EUA se compõem por 50 estados, um distrito federal e territórios como Porto Rico, Samoa Americana e Guam. A expansão foi secularmente baseada em influência econômica, política e militar global. O processo de criação e expansão dos Estados Unidos da América (EUA) iniciou-se com a união das Treze Colônias britânicas na costa leste do continente, culminando com a Declaração de Independência emk 4 de julho de 1776. Após a guerra contra a Grã-Bretanha, pela Independência e Fundação (1776–1783), o Tratado de Paris (1783) reconheceu a independência dos EUA e cedeu terras a oeste das colônias originais, estendendo a fronteira até o Rio Mississippi. Em 1789, a Constituição entrou em vigor, estabelecendo um governo federal presidencialista.

A expansão territorial para o Oceano Pacífico foi impulsionada pela ideologia do Destino Manifesto — a crença de que os EUA tinham a missão divina de expandir sua civilização.

O crescimento ocorreu por três vias principais: Compra de Territórios: Aquisição da Luisiana da França (1803), Flórida da Espanha (1819) e Alasca da Rússia (1867). A Guerra Mexicano-Americana (1846–1848) de anexação resultou na cessão pelo México de territórios que hoje formam estados como Califórnia, Texas, Nevada, Utah e Arizona. A definição de fronteiras ao norte com a Grã-Bretanha (como o Território do Oregon) originou expansão que resultou no extermínio ou deslocamento forçado de milhões de nativos americanos. Seguiu-se a Consolidação e Expansão Ultramarina (Século XX até hoje). A Guerra Civil (1861–1865) preservou a união e aboliu a escravidão, abriu caminhos para a industrialização massiva e a ascensão como potência mundial no início do século XX. Territórios Ultramarinos: No final do século XIX e início do XX, os EUA adquiriram Porto Rico, Guam e as Filipinas (após a Guerra Hispano-Americana), além de anexar o Havaí em 1898. Atualemente, o país é composto por 50 estados (os últimos, Alasca e Havaí, admitidos em 1959), um distrito federal (Washington, D.C.) e territórios como Porto Rico, Samoa Americana e Guam. A expansão foi até aqui baseada em influência econômica, política e militar global em vez de anexação formal de novos estados.
A insistência dos Estados Unidos na anexação ou compra da Groenlândia, que se intensificou significativamente no início de 2026 sob a administração de Donald Trump, baseia-se em um conjunto de fatores estratégicos, econômicos e de segurança nacional. O governo dos EUA declarou que a Groenlândia é vital para a segurança nacional, especificamente para o desenvolvimento do sistema de defesa antimísseis conhecido como "Domo de Ouro". A localização da ilha, entre a América do Norte e a Rússia, seria crucial para sistemas de alerta precoce e radares que monitoram ameaças aeroespaciais e movimentos de submarinos russos no Atlântico Norte.
Com o degelo polar, o Ártico tornou-se um novo tabuleiro de disputa entre potências. Os EUA buscam bloquear a expansão militar russa na região e tentar impedir que a China estabeleça infraestruturas ou controle comercial na ilha por meio de investimentos.
A Groenlândia possui vastas reservas de recursos que o degelo está tornando mais acessíveis. Terras Raras e lítio são essenciais para tecnologia de ponta, veículos elétricos e equipamentos militares, sendo que a China domina essa produção e os EUA querem garantir uma fonte alternativa, principalmente do material essencial para semicondutores eletrônicos, microchips e super-imãs (Super-ímãs de neodímio são fundamentais para os motores elétricos de alto desempenho, enquanto o lítio é o componente principal das baterias (íons de lítio) que alimentam esses carros. Existem ainda na ilha depósitos significativos de urânio, ouro, petróleo, gás natural, zinco e chumbo.
O atual aquecimento global está abrindo rotas comerciais polares que encurtam significativamente as viagens entre a Europa e a Ásia. O controle da Groenlândia daria aos EUA influência estratégica sobre esses novos caminhos de comércio global.
A situação atingiu um ponto de crise diplomática. Trump anunciou tarifas de até 25% contra países europeus (como Alemanha, França e Reino Unido) que se opuseram ao plano ou enviaram tropas para reforçar a segurança da ilha. Analistas estimam que uma eventual compra poderia custar cerca de US$ 700 bilhões, ainda que o governo da Dinamarca e o povo da Groenlândia mantenham posição firme de que o território não está à venda.
Donald Trump promove e utiliza crises externas para ganhar capital político interno. A insistência na anexação da Groenlândia e a criação de tensões diplomáticas em várias frentes parecem seguir uma estratégia de "dominação da agenda" antes de marcos eleitorais importantes.
As Eleições de Novembro de 2026 - Diferente das presidenciais, as eleições de novembro de 2026 são as "Midterms" (meio de mandato). Nelas, o foco de Trump é manter ou expandir a maioria republicana no Congresso. Essas eleições funcionariam como um termômetro para o seu governo. Perder o controle da Câmara ou do Senado dificultaria a aprovação de verbas para projetos como o "Domo de Ouro" ou a própria compra da Groenlândia.
Ao criar conflitos com aliados tradicionais (como as tarifas contra a Europa anunciadas para 1º de fevereiro, o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás de Maduro e sua mulher, Trump reforça a imagem de "América Primeiro" para sua base eleitoral, desviando a atenção de problemas internos como inflação ou investigações.
A Polêmica do Terceiro Mandato. O receio de ficar sem chances de um terceiro mandato, embora de de difícil solução legal, é uma componente do cenário. A Constituição dos EUA proíbe explicitamente pela 22ª Emenda que uma pessoa seja eleita presidente mais de duas vezes. Como Trump venceu em 2016 e 2024, está constitucionalmente impedido de concorrer em 2028. Em 2025 e no início de 2026, Trump afirmou publicamente que "não estava brincando" sobre buscar formas de permanecer no poder, sugerindo que existem "métodos" para contornar a lei. Aliados dele discutem táticas como tentar anular a 22ª Emenda (o que é quase impossível politicamente) ou usar interpretações jurídicas criativas (como concorrer a vice-presidente em 2028 e assumir após uma renúncia do titular).
A questão da Groenlândia escalou rapidamente em janeiro e faz girar veloz a roleta geopolítica" do planeta. Trump anunciou tarifas de 10% a 25% a países como Alemanha, França e Reino Unido por se oporem à sua visão sobre a Groenlândia. Líderes europeus alertaram que a agressividade de Trump em "tomar" o território de um aliado (Dinamarca) pode levar ao fim da aliança da OTAN, ainda que tais ações de Trump pareçam ser uma tentativa de consolidar poder e testar os limites das instituições americanas antes que o ciclo eleitoral de meio de mandato defina o futuro de sua agenda e de sua possível permanência no poder além de 2028.
Internamente, Trump passou a enfrentar problemas por interpretações da transformação do ICE (Immigration and Customs Enforcement) em uma força com poderes amplos e táticas agressivas, o gerou um clima de tensão extrema nos Estados Unidos, que muitos analistas descrevem como um despertar de sentimentos insurrecionais.(alimentado também pelo colapso social e econômico em vários estados da União³ )  
O ICE deixou de ser visto apenas como uma agência migratória para ser rotulado por críticos e até por antigos aliados de Trump como uma "polícia política" ou "polícia secreta". A agência tem sido acusada de usar o pretexto da segurança nacional para monitorar divergentes e prender ativistas políticos e críticos do governo nas redes sociais. Até influenciadores conservadores, como Joe Rogan, compararam "as táticas atuais do ICE às da Gestapo", questionando se o país está se tornando um estado policial. O sentimento de revolta popular atingiu o ápice após o assassinato de Renee Nicole Good, uma cidadã americana de 37 anos, mãe de três filhos, morta por agentes do ICE em Minneapolis em 7 de janeiro de 2026. O violento episódio desencadeou ondas de protestos em que cidadãos enfrentaram agentes federais inclusive com barricadas, enquanto esses responderam com gás lacrimogêneo e gás de pimenta. Observa-se uma mobilização multirracial sem precedentes, cidadãos naturais² e imigrantes unindo-se para obstruir as operações do ICE e abrigar "indocumentados".
Diante da resistência popular, Donald Trump ameaçou invocar a Lei de Insurreição (Insurrection Act¹) de 1807 para enviar tropas militares e sufocar os protestos em Minneapolis e outras cidades. Trump classificou os manifestantes como "insurrecionistas" e "agitadores profissionais", intensificando a divisão entre o governo federal e governos estaduais (como em Maryland, onde tenta proibir que ex-agentes do ICE de sua gestão trabalhem na polícia estadual).
A agência tornou-se a maior e mais bem financiada força de segurança da história dos EUA, com um orçamento de quase US$ 30 bilhões e a contratação de 12 mil novos agentes apenas em 2025. O uso de máscaras, trajes civis e veículos descaracterizados nas comunidades aumentou o medo e a desconfiança, levando a população a ver o ICE como uma força de ocupação em vez de proteção pública. O Departamento de Segurança Interna (DHS) anunciou que o ICE recebeu mais de 200.000 inscrições de cidadãos interessados em se juntar à agência. Este interesse massivo responde a uma campanha de recrutamento agressiva iniciada pelo governo Trump, que oferece bônus de contratação de até US$ 50.000. O governo estabelecera a meta de contratar 10.000 novos agentes de execução e remoção (ERO) até o final de 2025, tendo já superado esse número com 12.000 novos oficiais em serviço no início de 2026. Através da lei "One Big Beautiful Bill", o ICE recebeu cerca de US$ 170 bilhões para os próximos quatro anos, destinados a operações de deportação em massa e expansão da capacidade de detenção para até 100.000 leitos. Em resposta, a senadora Catherine Cortez Masto apresentou projeto de lei que propõe redirecionar cerca de US$ 30 bilhões do orçamento do ICE para financiar a contratação de 200.000 policiais locais em todo o país, para fortalecer o policiamento comunitário em vez de expandir a força federal de imigração.
O aumento da força e a agressividade nas táticas de prisão geraram revoltas populares, especialmente em Minneapolis, onde o Pentágono colocou 1.500 soldados em alerta em 18 de janeiro de 2026, após o presidente Trump ameaçar invocar a Lei de Insurreição para conter manifestantes.
Até o presente momento, os números relacionados à política de deportação em massa do governo Trump são alarmantes e têm gerado intensa controvérsia e revolta popular. Embora o governo tenha estabelecido a meta de deportar 1,3 milhão de pessoas por ano, o ritmo inicial em 2025 e início de 2026 tem enfrentado obstáculos logísticos e resistência jurídica. Estima-se que cerca de 250.000 a 300.000 pessoas tenham sido efetivamente removidas do país desde o início da nova fase agressiva da política migratória em 2025. O governo priorizou a deportação imediata de indivíduos com antecedentes criminais, mas as operações se expandiram rapidamente para trabalhadores sem documentos sem histórico criminal.
A rede de detenção do ICE atingiu sua capacidade máxima histórica. Existem atualmente cerca de 100.000 pessoas detidas em uma rede expandida que inclui centros privados, prisões locais e campos temporários construídos em bases militares e áreas remotas.O governo solicitou verba adicional para expandir essa capacidade para 250.000 vagas, visando processar o que chamam de "onda de remoção total".
_______
¹ O Insurrection Act de 1807 (Lei da Insurreição) é uma lei federal dos Estados Unidos que concede ao Presidente o poder de implantar as forças armadas (Exército e Marinha) e federalizar a Guarda Nacional dentro do território americano. Promulgada em 3 de março de 1807 pelo presidente Thomas Jefferson, a lei foi criada para responder a rebeliões internas, conspirações (como a de Aaron Burr) ou desobediência civil que impedem o funcionamento normal das leis federais ou estaduais. A legislação, formalmente "An Act authorizing the employment of the land and naval forces of the United States, in cases of insurrections", prevê Intervenção Federal: Autoriza o presidente a usar tropas ativas ou a Guarda Nacional para reprimir insurreições, rebeliões ou desordens civis. Serve como a principal exceção legal ao Posse Comitatus Act (1878), que geralmente proíbe o uso do exército federal para aplicação da lei civil (policiamento) dentro dos EUA. Pode ser invocada quando um governador ou legislatura estadual solicita auxílio para conter uma revolta. Quando o presidente decide que manifestações tornam "impraticável" a aplicação das leis federais pelos meios judiciais normais. Quando ações ilegais privam cidadãos de direitos civis, impedindo o cumprimento da lei. Embora autorize a intervenção, o objetivo original era garantir que os governos estaduais agissem primeiro, limitando o poder presidencial ao uso apenas em casos extremos de crise interna. A lei aplica-se a qualquer grupo, organização ou cidadãos envolvidos em atos considerados insurreição, rebelião ou que violem a lei federal de forma organizada. Já foi usada para combater a desobediência à segregação racial (Little Rock, 1957), motins raciais (Detroit, 1967) e distúrbios civis (Los Angeles, 1992). Em anos recentes (2020 e agora em 2026), Donald Trump ameaçou invocá-la para lidar com protestos, focando em "agitadores" e, mais especificamente em 2025/2026, contra desafios legais à atuação de agentes de imigração (ICE). O Insurrection Act é frequentemente confundido com a "lei marcial", mas são distintos. A lei marcial substitui o governo civil pelo militar, enquanto o Insurrection Act usa militares para garantir que a lei civil e federal seja aplicada. 
² Existe diferença, principalmente na forma como a cidadania é obtida, embora na maioria dos aspectos legais os direitos sejam os mesmos. No sistema estadunidense, faz-se uma distinção objetiva entre quem nasce cidadão (nato) e quem se torna cidadão (naturalizado/imigrante). 

Os Estados Unidos nunca estiveram tão divididos entre aparência e realidade. Por trás dos arranha céus brilhantes, das cidades tecnológicas e da imagem de potência mundial, existe um outro país — um país de barracas improvisadas, ruas destruídas, vícios descontrolados, violência crescente e estados inteiros lutando para não desmoronar. Neste documentário investigativo, revelamos os dez estados americanos que estão à beira do colapso, enfrentando crises tão profundas que muitos preferem ignorar. Atravessamos a Califórnia em decadência, o caos urbano do Oregon, as ruas marcadas pela pobreza do Mississippi, o desespero silencioso do Tenessi, a seca extrema do Arizona e os riscos ambientais da Louisiana. Mostramos cenas reais de abandono, explosão de moradores de rua, dependência química crescendo sem controle, bairros inteiros em ruínas, desertos avançando, colapso hídrico e cidades que já não conseguem garantir segurança para seus próprios habitantes. Este é o lado invisível da América. O lado que não aparece nos cartões postais. O lado que mostra o quanto o país mais rico do mundo pode estar mais frágil do que parece. 👉 Assista agora e descubra os sinais do colapso que ninguém quer admitir.


14 janeiro, 2026

TRUMP USA E ABUSA DO MUNDO PARA NÃO PERDER AS ELEIÇÕES DE NOVEMBRO COM MEDO DO IMPEACHMENT

Em 14 de janeiro de 2026, analistas políticos e o próprio Donald Trump confirmam que a agressividade das atuais medidas — como a repressão massiva à imigração e o cerceamento de instituições — é uma estratégia central para garantir a vitória republicana nas eleições parlamentares de novembro de 2026, as "midterms", as eleições gerais realizadas nos Estados Unidos exatamente na metade do mandato de quatro anos de um presidente. No cenário atual de 14 de janeiro de 2026, as midterms estão marcadas para o dia 3 de novembro de 2026. Elas funcionam como um referendo real sobre a popularidade do governo e definem a governabilidade do presidente pelos dois anos seguintes.

Charge :Fred Ozanan

O que estará em disputa nas midterms de 2026
Câmara dos Representantes: Todas as 435 cadeiras (os deputados têm mandatos de apenas dois anos).Senado: Cerca de um terço da casa, com 33 a 35 das 100 cadeiras em disputa (senadores têm mandatos de seis anos). Governos Estaduais: Eleições para governadores em 36 dos 50 estados, além de cargos locais e legislaturas estaduais.
Por que são cruciais para Donald Trump em 2026?
Atualmente, os republicanos detêm a maioria na Câmara e no Senado. Se perderem esse controle em novembro, Trump enfrentará uma oposição capaz de bloquear seu orçamento, barrar nomeações judiciais e iniciar investigações rigorosas sobre sua administração.
Trump declarou em janeiro de 2026 que uma derrota republicana nessas eleições resultaria inevitavelmente em seu impeachment, o que explica a radicalização de suas políticas para mobilizar a base eleitoral.
O governo tem aproveitado inclusive o processo de redesenho dos distritos eleitorais (gerrymandering) para tentar garantir vantagens estruturais aos republicanos antes do pleito de novembro.
Embora a legislação vigente o impeça de concorrer novamente, o resultado de 2026 ditará quem terá força dentro dos partidos para a eleição presidencial de 2028 ou se há ambiente e fiorça política para mudar a legislação possibilitando um terceiro mandato.

Uma guerra de grandes proporções seria providencial para os desejos de Trump
O ponto central da tensão política nos EUA é a possibilidade de uma ruptura com a 22ª Emenda da Constituição dos EUA, que limita o presidente a dois mandatos.
No cenário atual, a estratégia de Donald Trump e de seus aliados mais próximos parece considerar dois caminhos principais que dependem diretamente do resultado das midterms de novembro:
1. A "Guerra como Providência"
Historicamente, crises militares de grande escala tendem a paralisar a oposição doméstica sob o pretexto da "unidade nacional".
No contexto de 2026, envolvendo o Irã e uma possível escalada global, a retórica agressiva de Trump contrao regime dos aiatolás no Irã, incentivando insurreições e ameaçando intervenção militar direta, é vista como a fabricação de um "estado de emergência permanente". E uma guerra de grandes proporções permitiria ao governo invocar leis de exceção, restringir ainda mais as liberdades civis e, em um cenário extremo, tentar adiar ou influenciar processos eleitorais sob o argumento de segurança nacional.
A Mudança Constitucional viabilizaria a possibilidade por Trump de um terceiro mandato, embora mudar a Constituição americana seja um processo extremamente difícil (exigindo dois terços do Congresso e três quartos dos estados), o controle total das instituições em 2026 poderia criar o "ambiente de força" necessário:
Com uma Suprema Corte amplamente conservadora, o governo poderia buscar interpretações jurídicas que questionem a validade da 22ª Emenda ou que permitam mandatos estendidos em situações de crise.
Na hipótese dos Republicanos conquistarem vitória esmagadora em novembro de 2026, Trump interpretaria o resultado como um "mandato popular" para ignorar as limitações vigentes, desafiando a ordem constitucional de forma direta, como já mostrou ser capaz em relação a ordem jurídica internacional, nos bombardeios do Irã, da Síria, da Venezuela e no episódio grotesco do sequestro de Maduro, similar ao assassinato de membros da família Kadafi, em 30 de abril de 2011.
Caso a mudança na lei não se concretize, o resultado de 2026 definirá os herdeiros do "Trumpismo": JD Vance, como vice-presidente, seria um "sucessor natural" e para isso tem adotado uma postura de "lealdade absoluta a Trump", sendo a face da radicalização institucional interna.
Marco Rubio representa a ala que foca na projeção externa de poder e na consolidação da influência sobre a América Latina e o Oriente Médio.
Pesquisas de janeiro de 2026 mostram uma leve vantagem para os Democratas no voto genérico, refletindo a reação popular às recentes mortes por assassinato em operações de imigração e ao cancelamento em massa de vistos.
]
O governo Trump utiliza essa "tática limite" com objetivos políticos específicos e de sobrevivência de projeto.:
O próprio Donald Trump declarou publicamente em janeiro de 2026 que, se os republicanos perderem a maioria no Congresso em novembro, ele sofrerá um processo de impeachment. Portanto, a radicalização serve para mobilizar sua base mais fiel e garantir que o Legislativo continue sob seu controle para blindar o mandato.
A política antiimigração aparece como "Ponta de Lança" Eleitoral
A intensificação da repressão, incluindo o cancelamento de vistos, a revogação do status de proteção para somalis e a ameaça de retirar a cidadania de naturalizados, é vista como uma tentativa de manter o tema da "segurança nacional" no topo da agenda eleitoral.
Na ofensiva interna, Trump anunciou em 13 de janeiro que cortará o financiamento federal de estados e "cidades-santuário" que resistirem às suas políticas de deportação, uma medida que força um confronto direto com governadores democratas e radicaliza o debate para as urnas.

O governo lançou a campanha "Defend the Homeland", recrutando 12.000 de um alistamento de 220.000 voluntários prontos "para ajudar o ICE"(por um bônus de U$ 50 mil, criando uma estrutura de militância policialesca ativa para o ano eleitoral, à semelhança do que faziam as SAs do partido Nazista em 1933, depois substituídas pela SS e Gestapo (*).
Para além do discurso, o governo atua em frentes técnicas para evitar uma derrota. É assim o redistritamento (Gerrymandering), por meio do que a Casa Branca tem pressionado líderes estaduais, como os do Texas, para redesenhar distritos eleitorais de forma a garantir cadeiras adicionais para os republicanos na Câmara.
O ataque às Universidades e Imprensa busca restringir a liberdade de cátedra e atacar meios de comunicação, pelo que o governo tenta enfraquecer os centros de pensamento e articulação da oposição antes que a campanha de novembro atinja seu auge.
O risco desta "Tática Limite", embora busque consolidar poder governamental, é que acaba gerando reação negativa significativa em setores antes apenas moderados.
Pesquisas recentes indicam que a aprovação de Trump em temas gerais de imigração, à exceção da repessão na fronteira como México, caiu para níveis próximos aos do ex-presidente Biden, refletindo um cansaço do eleitorado com o excesso de conflito.
A consulta da Reuters/Ipsos de julho de 2025 mostrou que apenas 41% dos americanos aprovavam a forma como Trump lida com a imigração, enquanto 51% desaprovavam, marcando o pior índice para ele na área desde o início de seu segundo mandato.

Foto Reprodução/X Hillary Clinton - Protestos em Minnesota contra a morte de Renee Nicole Good

A violência nas operações de imigração, como a morte da ativista em Minneapolis, está servindo de catalisador para que democratas e progressistas organizem uma resistência nacional focada justamente nas eleições de novembro.
Dessa forma, o que se observa em janeiro de 2026 é uma aposta de "tudo ou nada": Trump radicaliza as instituições para nãoperder o pletio em novembro, enquanto a oposição tenta transformar essa mesma radicalização no argumento principal para retomar o Congresso.

Radicalizando o planeta à extrema direita populista
As ações e declarações de Donald Trump em 13 e 14 de janeiro, em relação aos protestos no Irã, são classificadas por analistas e governos internacionais como uma estratégia de incitação à insurreição e interferência externa no pais persa.
Ao convocar os manifestantes a "tomarem as instituições" iranianas, Trump adota a postura de incitação ao golpede estado e mudança de regime. Trump instigou abertamente a população perda a "ocupar instituições", discurso que busca desestabilizar o governo iraniano e incentivar uma troca de poder pela força.
Chegou afirmar que "a ajuda está a caminho" (que se não se trata do blefe das 72 horas dos bolsogolpistas) e ameaçou retaliações militares diretas caso o governo iraniano continue a usa violência letal contra os manifestantes. Ainda alertou: "É melhor não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar".
No mesmo sentido da desestabilização do regime dos aiatolás via incentivo aos protestos civis em Teerã, Trump cancelou todos os diálogos e reuniões programadas com autoridades iranianas "até que a repressão cesse".
Além da retórica, o governo Trump anunciou imposição de tarifas de 25% contra qualquer país que faça negócios com o Irã, buscando sufocar financeiramente o regime persa, o que faz desde os anos 1960 com Cuba, desde 200o com a Venezuela, e incrementa em relação ao Irã, com o aprofundamento rumo ao colapso econômico local., iniciado pelos bombardeios por procuração pelos israelenses e diretamente pelos EUA dos recursos atômicos energéticos iranianos no ano passado.
Enquanto Trump descreve sua postura como defesa da "liberdade" e dos "patriotas iranianos", a Rússia, a China, o governo do Irã e órgãos internacionais, como a ONU, veem essas falas como uma violação da soberania nacional do povo persa, que poderia levar a região a um conflito armado de grandes proporções.
Chage J. Bosco

Governo Trump enfrenta desconforto crescente em casa
Ações populares massivas de insatisfação vêm crescendo em janeiro de 2026 em várias cidades de estados importantes, gerando um clima de alta tensão social e institucional nos Estados Unidos. Embora existam fatos confirmados que alimentam a insatisfação popular, não se trata ainda de "um ambiente para insurreição", mas um intenso debate acadêmico e, embora assim, também apenas entre analistas políticos que não empolgam o conjunto das instituições estadunidenses.
O quadro começou a se desequilibrar em janeiro, quando o governo Trump escala a crise de imigração ao anunciar a revogação de mais de 100 mil vistos apenas nas primeiras semanas do ano.
Além disso, a operação "Patriota 2.0" intensificou a repressão, resultando em episódios de violência, como o assassinato da ativista norte-americana Renee Nicole Good pela polícia de imigração (ICE) em Minneapolis, que desencadeia protestos em massa e generalizados no país.
Apesar do aumentpo da oposição, o governo continua implementando o "Compacto para Excelência Acadêmica", que restringe a liberdade de cátedra, proíbe programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) e ameaça o financiamento de universidades que não se adequarem às diretrizes ideológicas federais. Simultanemanete, aumenta a pressão sobre a imprensa independente e de oposição.
Há também mais cancelamentos de vistos de estudantes e trbalhadores por participação em protestos e uma vigilância rigorosa à beira da ilegalidade de redes sociais para triagem de permanência e entrada no país, fatores que alimentam a revolta social.
A combinação de mortes de civis (incluindo nacionais) sob custódia ou em abordagens truculentas da ICE, o cerceamento da liberdade acadêmica e a deportação de cerca de 200 mil latino-americanos em 2025 criam uma base para mobilizações radicais e massivas.
Nos EUA, o sistema de segurança nacional e as leis contra insurreição são extremamente rigorosos (as condenações pelo seis de janeiro da posse de Biden demonstram isso, ainda que Trump tenha anistiado todos os seus seguidores condenados no retorno a Casa Branca). Embora grupos à esquerda convocassem a "ocupação de instituições", partidos tradicionais de centro como o Democrata tendem a focar na resistência via Judiciário e nas eleições legislativas de 2026.
A postura do governo, sob influência de Marco Rubio (Secretário de Estado) e JD Vance, tem multiplicado atritos internos e diplomáticos, mesmo com parceiros da UE e OTAN, pela imposição generalizada de ações ilegais e sanções, o que isola o governo Trump de aliados tradicionais que poderiam mediar conflitos internos.
Embora o cenário de janeiro de 2026 sinalize profunda ruptura social e violência estatal, a transformação disso em uma "insurreição nacional" dependeria da capacidade das instituições (Congresso e Tribunais) de conterem as ordens executivas de Trump ou do transbordamento das manifestações de rua para além do controle policial.
Até o momento, em 14 de janeiro de 2026, não há registros oficiais de uma convocação internacional além da impotente Organização das Nações Unidas. Sequer há um conjunto formal envolvendo frentes ideológicas oposicionistas ao governo Trump e de resistência coletiva ao pipocar des ações unilaterais.

Arte Mapa Mundi SBTNews

É essencial contextualizar a situação atual e a oportunidade de tal ação nacional e ou internacional
Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato em janeiro de 2025, tendo JD Vance como vice-presidente e Marco Rubio em seu gabinete (como Secretário de Estado). O governo está em seu primeiro ano, operando sob o sistema de freios e contrapesos da democracia americana.
Embora existam protestos e forte oposição de grupos de direitos civis, climáticos e alas progressistas, uma convocação global para a "ocupação de instituições" seria interpretada juridicamente nos EUA como incitação à insurreição, o que limita o apoio de partidos políticos institucionais (como Democratas e Sociais-Democratas) a esse tipo de retórica.
Historicamente, é raro que grupos com métodos tão distintos à direita, ao centro e à esquerda assinem um manifesto único ou que a ONU conquiste unidade e eficácia contra o que deseje ou façam os EUA.. Há os que prezam a ordem institucional, e raros buscam a sua dissolução.
A viabilidade de uma convocação de uma ação do tipo sugerido aos iranianos por Trump - "tomem as instituições, derrubem o governo" - depende da percepção de ruptura democrática. Movimentos sociais estadunidenses ou internacionais costumam usar o International Service for Human Rights ou a Anistia Internacional para canalizar denúncias sobre autoritarismo, de forma administrtiva e diplomática, como se observa mesmo dramático cenário do Oriente Médio, ante a escalada do genocídio palestino promovido por israel em Gaza.
No cenário atual de 2026, a oposição interna tem focado em resistência legal e mobilizações de massas focadas em pautas específicas, como clima e direitos humanos em geral e reprodutivos. em particular.
O que estamos presenciando neste início de 2026 é uma aposta do trumpismo no caos controlado. As restrições acadêmicas não são apenas políticas de governo, mas ferramentas de uma campanha de sobrevivência política.
Se Trump conseguir manter o Congresso em novembro, a barreira entre a democracia constitucional e um regime ditatorial, de mandato por tempo indeterminado, se tornaria perigosamente tênue.
O capítulo do abandono da ONU é também uma outra grande hiostória que nada honra o que possa restar de positivo para celebração nacional estadunidense.
A geopolítica do mundo após Trump assinar ordem de retirada dos Estados Unidos de mais 31 agências ligadas à Organização das Nações Unidas é possivelmente o maior movimento de abandono do humanismo e retroocesso estadunidense desde a detonação das duas bombas nucleares sobre o Japão e a derrota no Vietnã no século passado.
Democratas, democratas-cristãos, sociais-democratas, trabalhistas, socialistas, comunistas e anarquistas, humanistas, ecoativistas locais e de todo o mundo deveriam pensar na unidade, na convocação dos estadunidenses a que mantenham e ampliem suas mobilizações
contra a iminência de uma ditadura fascista do triunvirato Trump-Vance-Rubio,
uma necessária ação contra a aceleração da barbárie e em defesa da humanidade, da biodiversidade e do planeta.
(E não se falou da egolatra "Doutrina Donroe", do movimento Make Mafia Great Again, nem na promoção da pedofilia de Epstein, do Nobel da Paz, ou da copa do Mundo de Futebol.)

_________
(*) Durante a década de 1930, estas organizações foram os principais instrumentos de controle e repressão do regime nazista na Alemanha:
1. SA (Sturmabteilung)
Conhecidos como "Camisas Pardas", eram a ala paramilitar original do Partido Nazista.
  • Papel Inicial: Foram fundamentais na ascensão de Hitler, usando violência nas ruas contra opositores políticos (especialmente comunistas) [1, 2].
  • Declínio: Em 1934, durante a Noite das Facas Longas, a liderança da SA (incluindo Ernst Röhm) foi executada. O grupo perdeu influência política para a SS, tornando-se uma organização cerimonial e de treinamento [2, 3]. 
  • SS (Schutzstaffel)]
  • Originalmente uma pequena unidade de guarda-costas de Hitler, evoluiu para a organização mais poderosa do Terceiro Reich sob o comando de Heinrich Himmler.
  • Ascensão: Após o expurgo da SA em 1934, a SS tornou-se o exército ideológico de elite do Estado
  • Responsabilidades: Controlavam os campos de concentração e, mais tarde, formaram divisões militares de combate (Waffen-SS). Eram considerados a "elite racial" do regime  
  • Gestapo (Geheime StaatspolizeiA Polícia Secreta do Estado, integrada à estrutura da SS em 1936. 
  • Função: Atuava na identificação e eliminação de "inimigos do Estado". Operava acima da lei, sem supervisão judicial 
  • Métodos: Utilizava uma rede de informantes e a vigilância da população para reprimir qualquer dissidência, sendo responsável por prisões arbitrárias e tortura
No início da década de 1930, a SA dominava as ruas. Após 1934, o poder consolidou-se na SS (controle ideológico/militar) e na Gestapo (controle policial/vigilância), sob a liderança de Himmler 






Twitter Updates

    follow me on Twitter